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21 October 2010

AMES-Teresina Completa 4 anos de luta!!!!


Histórico da AMES
No dia 2 de setembro de 2006, os estudantes de diversas escolas da cidade de Teresina se reuniram na unidade escolar João Clímaco D'Almeida para fundar a AMES(Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas de Teresina) com o objetivo de dirigir as lutas dos estudantes por seus direitos, papel esse que não vinha sendo cumprido pelas entidades representativas até então existentes.
A partir daí, o movimento estudantil teresinense ganhou uma nova cara.No seu primeiro mês de funcionamento, a AMES- Teresina organizou um torneio esportivo que reuniu estudantes de dezenas de escolas da capital, onde foram realizados campeonatos de futebol, handebol, etc.No ano seguinte, depois de anos de imobilismo, os estudantes de Teresina ocuparam as ruas em passeata para homenagear o estudante Edson Luis assassinado em 1968 pela ditadura militar brasileira, realizando em seguida uma sessão solene na câmara de vereadores de Teresina, e além disso, organizando um abaixo assinado reivindicando melhorias nas escolas públicas, merenda para o ensino médio e fim de pagamento por cópias e provas.Em maio de 2007, a AMES organizou uma grande bancada para o II ENOET( Encontro Norte e Nordeste de Estudantes Secundaristas ) que aconteceu na cidade de Fortaleza-CE.No mês de outubro, a AMES realizou uma manifestação com cerca de 700 estudantes para reivindicar a redução do preço da carteira estudantil( que na época custava R$ 16,00) para o valor de R$ 10,00.Em dezembro, a AMES organizou uma delegação para participar do 37º Congresso da UBES( União dos Brasileira dos Estudantes Secudaristas na cidade de Goiânia-GO.
Em 2008, no mês de março, os estudantes mobilizados pela AMES ocuparam mais uma vez as ruas da capital para homenagear Edson Luis, porém além disso ocuparam a prefeitura de Teresina para exigir a redução do preço da carteira de estudantes.Realizou uma vitoriosa campanha de formação de grêmios estudantis, onde várias escolas tiveram eleições realizadas e grêmios fundados.No mês de setembro, a AMES realizou o seu II Congresso na Unidade Escolar Benjamim Batista e contou com a presença de cerca de 100 alunos de diversas escolas, com o objetivo de renovar a diretoria da entidade e fortalecer a luta.
No ano de 2009, mais uma vez a AMES organizou a já tradicional passeata em homenagem à Edson Luis, percorrendo as ruas da cidade, mas além disso, os estudantes ocuparam as dependências da CMEIE( Comissão Municipal Expedidora de Identidade Estudantil) para mais uma vez exigir a redução do preço da carteira de estudante.No mês de setembro, a AMES organizou uma delegação para participar do I Encontro Nacional de Grêmios da UBES, que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ.No mês de dezembro, a AMES organizou a delegação
piauiense para o 38º Congresso da UBES.
No ano de 2010, no mês de março a AMES organizou debates em várias escolas em homenagem ao centenário do dia internacional da mulher.Organizou a passeata homenagem à Edson Luis e ocupou a frente do palácio de Karnak( sede do governo estado) para reivindicar melhoria nas escolas e resolução de problemas tais como: falta de professores, laboratórios de informática fechados, falta de livros nas bibliotecas, etc.No dia seguinte, uma comissão de alunos de todas as escolas presentes na manifestação se reuniu com a então sub secretária de Educação Maria Xavier de onde foram arrancadas varias promessas de melhorias para a educação.No mês de maio, a entidade organizou a maior delegação do nordeste para participar do III ENOET na cidade de Belém no Pará.
Mas, as lutas deram algum resultado?
Muitas foram as conquistas arrancadas com a luta e a organização dos estudantes.Direitos como merenda para o ensino médio, livros didáticos de todas as matérias, laboratórios de informática que funcionam, quadras cobertas e ar-condicionado em algumas escolas podem ser citados entre as conquistas dos estudantes de nossa cidade, ao contrário do que diz o governo do estado.Além disso, a redução do valor da carteira de R$ 16,00 para R$ 14,40, embora seja pequena, representou uma grande vitória fruto das diversas manifestações, ocupações e abaixo-assinados organizados pelos estudantes juntamente com a AMES-Teresina.
Portanto fica bem claro, que para garantir seu direito é preciso lutar, pois SÓ CONQUISTA QUEM LUTA!!!

10 June 2010

Abaixo o Vestibular

A universidade deve pintar-se
de negro, mulato, operário e camponês!
A educação é um direito, pois todo estudante
conclama a sua vez!
Ou o povo invadirá e pintará
com as cores que quiser!
Por vagas iguais a todos!
Essa é a bandeira onde ela estiver!
LIVRE ACESSO À EDUCAÇÃO,LUTAR PARA GANHAR!
A PALAVRA DE ORDEM É
ABAIXO O VESTIBULAR! [ 2X ]
No conhecer há um latifúndio,
com cercas lucrativas que juntos vamos romper!
E quem não paga é excluído,por que pro empresário sem dinheiro não tem vez!
Sustentamos uma máfia de cursinhos,
diga não a esse funil!
Pois nossa luta pelo livre acesso
cresce em todo Brasil.
Subversivos

28 May 2010

AMES- Teresina organiza delegação ao IV ENOET

Em decorrência das poucas oportunidades de ingresso no ensino superior por conta do número insuficiente de vagas nas universidade públicas, há uma procura cada vez maior pelo ensino técnico profissionalizante.Porém, as escolas técinas e tecnológicas do nosso país ainda não oferecem uma educação de qualidade, pois ainda apresentam diversos problemas, tais como por exemplo: falta de materiais didático, professores, laboratórios, etc.
Diante disso, se faz cada vez mais importante a organização e luta dos estudantes dentro das escolas técnicas, pois apenas dessa forma é possível mudar essa realidade.Por conta disso é que nos dias 15 e de 16 de maio de 2010, na cidade de Belém-PA, a diretoria de escolas tècnicas da UBES- União Brasileira de Estudantes Secundariastas juntamente com a UJR- União da Juventude Rebelião realizaram o IV ENOET- Encontro Norte e Nordeste de Estudantes de Escolas Técnicas e Tecnógicas,que contou com a participação de cerca de 300 estudantes vvindos de diversos estados.
Nos seus dois dias, o encontro foi regado de bastante debate e de muitas propostas, e temas como o financiamento, assistência estudantil, regulamentação profissional e democracia interna também foram bastante debatidos pelos estudantes, que colocaram a realidade de cada escola em todos os estados.Além disso, as escolas técnicas estaduais também foram discutidas, pois enfrentam problemas muito maiores do que os institutos federais.
A AMES- Teresina organizou uma grandiosa bancada para participar do IV ENOET, composta por alunos do IFPI e também pelos alunos das escolas técnicas estaduais PREMEN- Sul e PREMEN- Norte, que tiveram uma intensa participação em todos os debates do evento.Em consequencia disso, o estado do Piauí foi escolhido para sediar o V ENOET no ano de 2011.

É necessário perceber qual a importancia que vai ser a realização do V ENOET em nosso estado, pois vai representar mais um passo no sentido da luta para conquistarmos uma educação técnica que seja realmente de qualidade.

25 May 2010

AMES- Teresina REPUDIA O AUMENTO DA PASSAGEM


No último dia 15 de, a população da Teresina sofreu uma grande golpe: o aumento da tarifa do trasporte coletivo da cidade que passou de 1,75 para 1,90 na calada da noite e sem nenhuma discussão com os usuários. O SETUT- Sindicato das empresas do transporte coletivo de Teresina usou como justificativa para o aumento o reajuste do salário dos trabalhadores rodoviários.
Porém, a verdade é que nada justifica o valor da passagem de ônibus em Teresina, visto a longa espera nas paradas, e as péssimas condições da frota que circula na capital.O alto preço da passagem também faz com que centenas da trabalhadores e estudantes se desloquem quilômetros à pé ou de bicicleta todos os dias por não o dinheiro para pagar a sua passagem.Além disso, os trabalhadores continuam a receber baixos salários enquanto os empresários lucram cada vez mais às custas do suor dos que trabalham.
Portanto a AMES-Teresina repudia o aumento das passagens e reafirma a sua luta pelos direitos dos estudantes e do povo.

05 May 2010

600 Estudantes vão as ruas em Teresina.

No mês de março realizaram-se dois protestos na capital Piauiense, na qual os estudantes organizados pela Ames - Teresina e a UJR - União da Juventude Rebelião estiveram presentes nas ruas, fazendo suas denúncias e reivindicando seus direitos.

O primeiro, no dia 15 de Abril de 2010, em uma audiência pública ocorrida na câmara de vereadores de Teresina, onde os representantes da AMES - Teresina, a UJR e outras lideranças Estudantis, falaram em defesa da Carteira Estudantil e seu controle pelas entidades estudantis, já que hoje está nas mãos da prefeitura e a instalação da CPI na CMEIE (Comissão Expedidora de Identificação Estudantil) para investigar para onde foi dinheiro das carteirinhas, redução do valor das Carteiras para R$ 10,00. Já que, conquistamos a redução em 2009/2010 que foi de R$16,00 para R$14,40.

O segundo protesto foi no dia 25 de Março. Os estudantes percorreram as ruas do centro de Teresina até chegarem ao Palácio do Karnak (sede do Governo do Piauí). Estiveram presente cerca de 600 estudantes das escolas: João Clímaco, Liceu Piauiense, Barão de Gurgueia; José Amável, Joca Vieira, IFPI etc. Dessa vez além da carteira estudantil, a luta foi em defesa da educação, pois se encontra bastante distante de uma boa qualidade, tanto é que faltam: ventiladores ou ar-condicionados nas salas de aula, merenda, reforma nas quadras de esporte e material para prática esportiva, livros para-didáticos, e os alunos são obrigados a pagar por cópia de textos e pelas provas realizadas a cada bimestre.
Através de cartazes, jornais e debates realizados nas escolas a AMES realizou uma grande campanha de conscientização a cerca do PNDH3 (Plano Nacional dos Direitos Humanos 3), o uso do dinheiro do pré-sal para investir na educação, bem como as demais bandeiras da jornada nacional de março “ Edson Luis Vive”.
Como resultado da jornada, a câmara de vereadores analisa a instalação da CPI da CMEIE; a SEDUC (Secretária de Educação do Piauí), recebeu uma comissão de estudantes, ouviu as reivindicações e se comprometeu apenas a resolver os problemas dos ventiladores e merenda escolar, e as demais situações a secretária disse que o governo não tem dinheiro para investir nas escolas. Que vergonha! Apesar da repercussão nas TV´s e Jornais escritos de nosso estado, a cerca da crise na educação, nada disso foi o bastante para o governo do Piauí ligado aos partidos PT/PSB/PCdoB/PMDB/PTB, mudarem de postura em relação ao descaso em que se encontra o ensino oferecido aos filhos dos trabalhadores Piauienses. Para nós estudantes fica a certeza de que a luta deve continuar, e que voltaremos às ruas e venceremos.

Amanda Augusta
Presidente da AMES-TERESINA e MILITANTE da UJR- União da Juventude Rebelião PI/MA

02 March 2010

DINHEIRO PÚBLICO PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA


As escolas públicas no Brasil encontram-se cada vez mais sucateadas. Faltam bibliotecas, e essas quando existem possuem um acervo desatualizado e reduzido; faltam laboratórios de informática e ciências naturais (física/química/biologia), e quadras de esporte são quase inexistentes. Além disso, cerca de 4 milhões de jovens ficam fora das universidades todos os anos por falta de vagas. Contudo, o governo federal insiste em continuar destinando apenas 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país para investimentos na área da educação.
Porém, para o pagamento da dívida pública, dívida essa que já foi paga por diversas vezes, o governo brasileiro não faz questão de economizar. Quando somados os valores do pagamento de juros e encargos da dívida (R$ 127,1 bilhões) e a amortização (R$ 106,1 bilhões), chega-se ao mon­tante de R$ 233,2 bilhões que serão gastos no pagamento da divida financeira. Se somarmos a isso a parcela do orçamento em rolagem da divida (títulos velhos que são trocados por títulos novos) chega-se ao mon­tante de R$ 758,8 bilhões. Portanto, quase a metade do orçamento fiscal e da seguridade social de 2009 (48%) está comprometida com os credores financeiros do governo.
Fica claro assim, que o dinheiro dos cofres públicos, dinheiro que deveria ser utilizado para a melhoria das condições de vida da população, está sendo usado para o enriquecimento de quem já é rico, ou seja, os banqueiros, enquanto o povo continua sem moradia, saúde e educação de qualidade.
Portanto, é necessária a organização dos estudantes através de um movimento estudantil combativo para protestar contra o absurdo pagamento da dívida pública e por mais investimentos na educação, pois só dessa forma será possível a conquista de uma educação pública, gratuita e de qualidade.

PELO FIM DO PAGAMENTO DA DÍVIDA PÚBLICA!
POR MAIS INVESTIMENTOS NA EDUCAÇÃO!

Amanda Augusta
Presidente da AMES - Teresina e militante da
União da Juventude Rebelião

08 February 2010

Chapa Rebele-se vence congresso da UBES no Piauí


No dia 14 de novembro de 2009, no auditório do CEMJA Prof. Benjamim Batista, aconteceu a etapa estadual do 38 Congresso da União Brasileira de estudantes Secundaristas, entidade nacional que cumpriu históricamente o papel de lutar contra a ditadura militar e o facismo e pela libertação do povo do nosso país, mas que hoje infelismente encontra-se cada vez burocratizada e distante da realidade dos estudantes.
Durante o processo de eleição de delegados para o congresso, a AMES-TERESINA juntamente com a UJR_União da Juventude Rebelião ,percorreram cerca de 45 escolas da capital,realizando eleições diretas para escolha dos delegados, fazendo a defesa do fim do vestibular, mais verbas para a educação,

Ser Jovem é ser revolucionário


A juventude é a fase mais importante de nossas vidas. Queremos conquistar o mundo, mas muitos nos dizem que devemos nos conformar. Nossas aspirações de acesso ao conhecimento e de obter uma profissão se deparam com a péssima educação que nos é oferecida a com a exclusão do vestibular devido a falta de vagas nas universidades.


Ao mesmo tempo vemos o futuro e a vida com que sonhamos esbarrarem na violência crescente, no desemprego que atinge 40% dos jovens, na falta de espaços de lazer, cultura e esporte, na repressão policial nos bairros pobres, e ainda nos dizem que somos o futuro do país.



Acontece que para a sociedade em que vivemos, o capitalismo, tudo tem um único objetivo: a obtenção do lucro. Para garanti-lo, vale deixar milhões de famintos, escolas e hospitais sucateados para cobrar com serviços privados, proliferar as drogas e até mesmo explorar sexualmente crianças e adolescentes, tudo para ampliar lucros e manter os privilégios dos ricos desse país, da burguesia.


Por conta disso é que mesmo o Brasil sendo um dos 10 países mais ricos do mundo, cerca de 50 milhões de brasileiros vivem na pobreza, e essa realidade nenhum programa social consegue esconder. A causa dessa exploração é que um pequeno grupo de ricos e milionários, mantém sob seu controle as terras, fábricas, meios de transporte e os meios de comunicação, enquanto a imensa maioria da população tem que se submeter a trabalhar para aumentar essas riquezas, sem usufruir delas.

Precisamos transformar essa realidade, e só se organizando para lutar por um mundo novo, de igualdade entre os homens e mulheres, em que ninguém sobreviva da exploração do trabalho dos outros e que todos possamos viver em harmonia, é que conseguiremos alcançar esses objetivos. Esse mundo novo é a sociedade socialista e por ela lutamos


Esse é o papel da União da Juventude Rebelião – UJR. Fundado em 1995, a UJR tem se consolidado como uma das principais trincheiras da juventude brasileira, organizando lutas em defesa dos seus direitos e da construção do socialismo no Brasil e no mundo.


A UJR é uma organização que reúne jovens (revolucionários), dispostos a lutar por uma revolução, (e) inspirados nas idéias do marximo-leninismo e no exemplo vivo de Che Guevara, Zumbi, Manoel Lisboa, Mariguella, Olga Benário, Anita Garibaldi, Sônia Angel e tantos outros.


Em especial nesse momento em que tem aumentado a ofensiva do imperialismo sobre a América Latina, com a implantação de bases militares na Colômbia, a reativação da 4° Frota Naval, o golpe em Honduras e tantas outras ameaças patrocinadas pelos grandes capitalistas do mundo, precisamos unir a juventude para lutar contra o imperialismo e pelo socialismo.


A todos os jovens combativos e dispostos a transformar essa realidade a União da Juventude Rebelião faz um convite à luta, um convite a construção de um mundo novo, de um mundo socialista!


Junte-se a nós! Lute pelo SOCIALISMO!

16 October 2009

BNDES anuncia R$ 1 bilhão para faculdades privadas


O Ministério da Educação e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram um protocolo de atuação que promete repassar R$ 1 bilhão para a educação superior privada, verba essa voltada para o financiamento de obras de infra-estrutura e para a “reestruturação financeira” dessas instituições. A medida é resultado do lóbi das faculdades privadas, que, desde fevereiro, pressionam o governo pela liberação da verba, segundo elas “para diminuir os efeitos da crise”. Vale lembrar que, de 2002 a 2008, o ensino privado cresceu 49,9%. Hoje, 88% das vagas abertas no ensino superior são em universidades pagas.

Entretanto, quando se trata de aumentar o orçamento da educação pública, para permitir a contração de mais professores e técnicos administrativos, para a ampliação de vagas, a construção de novos laboratórios, bibliotecas, restaurantes e residências universitárias, o governo diz que não há verbas – ao contrário do que ocorre em relação aos tubarões da educação privada, que contam com todo apoio governamental.


A professora Solange Bretas, secretária-geral do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), em palestra proferida na Universidade Estadual da Paraíba, condenou a medida. “Desde 2004 houve um crescimento assustador do ensino privado no Brasil e praticamente nenhum crescimento do setor público. Isso se deve ao financiamento, com recursos públicos, do ensino pago em detrimento do gratuito. Exemplo disso é que, em 2005, o governo destinou R$ 9,9 bilhões para as Universidades Federais do país, praticamente o mesmo orçamento de 1995, dez anos atrás”, afirmou.

Sandino Patriota, vice-presidente da UNE, também condenou o empréstimo do BNDES. “Esse absurdo precisa de um basta, e só com a luta dos estudantes conseguiremos vencer essa batalha. O movimento estudantil deve reassumir seu papel de luta e combatividade”, disse.

Ainda este ano diversos diretórios centrais dos estudantes (DCEs) realizarão eleições em todo o país. Para Leonardo Péricles, estudante da Universidade Federal de Minas Gerais e diretor de Universidades Publicas da UNE, “as próximas eleições de DCEs são uma grande oportunidade de realizar a mobilização e o debate nas principais universidades do país, dando combate ao divisionismo (que nada constrói na luta dos estudantes) e ao governismo, as duas faces do imobilismo no movimento estudantil”.

Com força renovada, depois da vitoriosa participação no Congresso da UNE, a UJR segue firme e decidida a construir um movimento estudantil combativo e consciente em todo o país. Os diretores indicados pela União da Juventude Rebelião (Sandino Patriota, 1⁰ vice-presidente; Leonardo Péricles, diretor de Universidades Públicas; Tiago Medeiros, vice-presidente PB/RN; Claudiane Lopes, 3ª diretora de Políticas Educacionais, e Alexandre Ferreira, 3⁰ diretor de Assistência Estudantil) estarão, no próximo período, em visita às universidades para organizar debates e mobilizações em defesa da educação pública gratuita e de qualidade.

Rafael Pires, da coordenação da União da Juventude Rebelião
Fonte: Jornal A Verdade nº 109

22 September 2009

AMES-TERESINA participa de 12º CONEG da UBES


No período de 4 a 6 de setembro de 2009 aconteceu na cidade do Rio de Janeiro o 12° CONEG- Conselho Nacional de Entidades Gerais da União Brasileira de Estudantes Secundaristas- UBES, instância que decide os critérios para participação dos estudantes no congresso da entidade.
Do nosso estado, a AMES- Teresina participou do evento juntamente com a delegação de 10 estudantes, e foi a única entidade que participou do CONEG da UBES, reafirmando sempre a defesa de uma UBES democrática, independente e aberta a todos as estudantes interessados a lutar pela melhoria da educação,e por melhores condições de vida para o povo do nosso país. No entanto, a atual diretoria majoritária da UBES (UJS/PCdoB) insiste em manter a proposta das etapas estaduais que para nada mais servem senão para afastar cada vez mais os estudantes da UBES, tornando-a uma entidade fraca e desconhecida entre a massa dos estudantes brasileiros.
Para ter uma idéia a UBES representa pouco mais de 50 milhões de estudantes,porém no seu último congresso haviam apenas cerca 2 mil delegados presentes. Isso retrata que apenas uma reduzida quantidade de pessoas sortudas tem a oportunidade de participar do congresso. Entretanto nesse último CONEG nós conseguimos um importante avanço: são os grêmios estudantis que irão tirar delegados para o congresso da UBES, tiragem essa que deverá ser apenas através de eleições diretas divulgadas no site da entidade, garantindo assim a ampla divulgação da atividade e a participação mais ativa e consciente dos estudantes.
Essa vitória pertence ao movimento estudantil que tem o compromisso com a causa dos estudantes e não tem medo de sua participação e cobrança pois só dessa maneira é possível a construção de um movimento estudantil forte e combativo. O ConUBES (nacional) acontecerá de 3 a 6 de dezembro de 2009 com local ainda não definido mas a etapa estadual acontecerá no dia 14 de novembro aqui mesmo na capital.
Portanto desde já convidamos a todos os estudantes interessados em resgatar uma UBES forte e combativa, realmente representativa e defensora de uma educação de qualidade, a participarem conosco desta importante atividade, realizando eleições em sua escola e garantindo a participação do maior número de estudantes possível.

11 August 2009

PELO LIVRE ACESSO À UNIVERSIDADE

“....Privatizaram o conhecimento
que só a humanidade pertence...”
Bertold Bretch

O quadro de exclusão que vive o ensino superior no país é alarmante. De acordo com o próprio Ministério da Educação, só 13% dos jovens entre 18 e 24 anos têm acesso a universidade (menor índice de toda a América Latina) e o setor privado corresponde a 88% das vagas ofertadas a cada ano, numa prova de que os interesses dos capitalistas é que comandam a política educacional brasileira.
O vestibular funciona como uma verdadeira mina de ouro. Ao seu redor se construiu uma milionária rede de cursinhos e colégios particulares, além de o exame ser realizado por fundações privadas que ganham milhões nas inscrições dos vestibulares. A Fuvest, responsável pelo vestibular da USP (....), recebeu em 2007 a cifra de R$ 11,5 milhões com as inscrições.
O governo e boa parte da imprensa têm propagandeado o “fim do vestibular”. Na prática o novo ENEN mantém o mesmo número de vagas das universidades públicas, haja vista que o problema principal para os estudantes não é o da prova, e sim o número de vagas oferecidas. Na UFPI, apenas 10% do inscritos no vestibular de 2008 conseguiram ingressar.
Enquanto isso, o governo tem desviado verbas que deveriam ser destinadas à ampliação de vagas nas instituições públicas para as universidades privadas, principalmente através do Prouni e do FIES, que, juntos, injetam anualmente mais de R$ 3 bilhões de reais nos cofres das universidades privadas, além é claro da dívida pública que consome 46,5% dos gastos federais contra 2,6% dedicados a Educação.
A luta histórica do movimento estudantil sempre apresentou a bandeira do Livre Acesso à Universidade e para tanto precisamos garantir uma efetiva ampliação de vagas e dos investimentos nas instituições públicas de ensino superior, garantindo vagas para todos na educação pública.
A verdade é que o acesso ao ensino superior é um direito e o Brasil que produz tantas riquezas pode e deve garanti-lo a todos os jovens. Na América Latina, diversos países já adotam métodos muito menos excludentes de acesso às universidades.
Para tanto, a União da Juventude Rebelião – UJR, reafirma o seu compromisso pelo Livre Acesso à Universidade e convoca a juventude brasileira a transformar esse momento de discussões do novo ENEM num debate sobre a exclusão do acesso. A proposta do MEC não respeita os anseios estudantis e precisamos de uma vez por todas ocupar as ruas do país para exigir o fim do vestibular e o direito ao Livre Acesso à Universidade.

União da Juventude Rebelião
Junho de 2009

07 August 2009

UBES/REBELE-SE, Realizará 1º Encontro Nacional de Grêmios


O movimento estudantil brasileiro sempre desempenhou um papel de destaque na história do nosso país. Em todos momentos e decisões políticas a juventude sempre se coloca ao lado dos trabalhadores pela soberania nacional e em defesa de melhores condições de vida de todo o povo fazendo massivas manifestações de rua.
Nesse processo, houve uma importante participação das diferentes formas de organização dos estudantes, como os grêmios estudantis, entidades municipais, estaduais e a entidade nacional. Porém o principal mecanismo de conscientização dos estudantes é o grêmio, pois através dele o estudante tem a possibilidade de se organizar em defesa de seus interesses mais imediatos, realizarem atividades culturais esportivas e de lazer. Desse modo, o grêmio consegue estreitar cada vez mais o laço entre o movimento estudantil e os alunos de cada escola.
Entendendo a necessidade de fortalecer a organização dos Grêmios em todo o país, a diretoria de grêmios da União Brasileira de Estudantes Secundaristas-UBES irá realizar no dia 5 de setembro na cidade do Rio de Janeiro- RJ, o I Seminário Nacional de Grêmios para propiciar a troca de experiências entre os estudantes do Brasil inteiro no sentido crescer cada vez mais a luta estudantil.
Portanto a AMES-TERESINA convoca todos os estudantes para junto conosco formarem seus grêmios e participarem dessa importante atividade.

Amanda Augusta Presidente da AMES-TERESINA e Militante da UJR

03 August 2009

Conjuntura Nacional



A luta pelo controle nacional do pré-sal

Criada em 3 de outubro de 1953, pela Lei 2004, e instalada em 9 de maio de 1954, quando já existia produção de petróleo na Bacia do Recôncavo, a Petrobras ficou responsável pela execução do monopólio estatal do petróleo pertencente à União e também estabelecido por esta mesma lei.

Portanto, durante 44 anos, de 1953 a 1997, o Brasil conviveu com o monopólio estatal do petróleo e a Petrobrás se tornou uma das maiores empresas do mundo no ramo, acumulou um grande conhecimento técnico e cientifico e promoveu investimentos em diversos setores da indústria, da agricultura, da ciência e tecnologia, além de apoio à arte e à cultura nacionais. Em 6 de agosto de 1997, o governo entreguista de FHC promulgou a Lei 9.478/97, “flexibilizando” o monopólio estatal, permitindo a venda das ações da Petrobras na Bolsa de Nova York (de imediato 36% delas foram vendidas por menos de 10% do seu valor real) e criando a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que determinou que a Petrobras deveria submeter seu programa de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo à agência. Dois meses depois, em 15 de outubro de 1997, o programa foi entregue ao Ministério das Minas e Energia (MME), sob a forma de 391 relatórios, sendo 133 para áreas de exploração, 52 para áreas de desenvolvimento e 206 relativos a áreas em produção.

As 133 áreas (ou blocos) de exploração requisitadas pela Petrobras estavam distribuídas em 21 das 29 bacias sedimentares terrestres e marítimas brasileiras e consistiam, entre outros, na perfuração de 246 poços em perspectivas já definidas pela sísmica (primeira fase da exploração). A Lei 9478 estipulou o prazo de um ano para que a ANP, instalada em 19 de janeiro de 1998, avaliasse esse programa e concedesse contratos de concessão para as áreas em que a empresa tivesse satisfeito os requisitos legais. Ou seja, um ano para entregar o ouro ao bandido, o que obrigou aos técnicos da empresa uma corrida para selecionar as melhores áreas, a fim de requerê-las para exploração.



O que é o pré-sal



O maior campo de petróleo até hoje descoberto em terra no Brasil é o
campo de Carmópolis, em Sergipe. Ele foi descoberto em 1963.
Recentemente, informação não-oficial dá conta de que no aprofundamento
de um poço deste campo, foi detectada a 700 metros de profundidade, a
presença de microbiolitos, reservatório característico do pré-sal,
presente na Bacia de Santos.

O petróleo que ocorre nas bacias costeiras da Margem Leste, tanto na
parte emersa como na imersa, na seção pré-sal ou na pós-sal, tem
gerador do Tipo I, que são rochas depositadas em ambiente lacustrino, o
que vem a indicar sua origem continental, portanto abaixo da espessa
camada de sal que se formou durante a separação dos continentes
africano e sul-americano. Pode-se dizer que no Brasil não temos gerador
do Tipo II, de origem marinha.

Assim, pode-se deduzir facilmente o caminhar da exploração mar a
dentro, na perspectiva de se encontrar campos cada vez mais
promissores. Já se sabia que o gerador era bem mais profundo. A
Petrobras, por intermédio do seu corpo técnico, sempre demonstrou estar
alerta para isso.

Durante mais de 30 anos, desde a descoberta do Campo de Garoupa, em
1974, na Bacia de Campos, a Petrobras buscou essa província do pré-sal.
Um importante fator que concorreu para a demora na descoberta do
pré-sal, está condicionado às dificuldades tecnológicas advindas da
perfuração tanto em lâminas d’água ultraprofundas como em função da
espessa camada de sal a ser atravessada.



A descoberta do pré-sal



Na Bacia de Santos, a Petrobras requisitou oito blocos, sendo que no
Bloco BS-300, para exploração direta, já havia uma perspectiva definida
na sua parte sudoeste, que visava a testar uma região, com mais de
1.000 km2, interpretada como seção rifte (pré-sal). Ressalte-se que,
nesta época (1997), a equipe técnica da Petrobrás já vislumbrava o alto
potencial exploratório da área, inclusive a análise econômica da
perspectiva indicava a possibilidade de se encontrar expressivos
volumes de hidrocarbonetos (a base do petróleo).

Na chamada ‘Rodada Zero’ da ANP, consolidada em agosto de 1998, ficou
definida a participação da Petrobras no novo cenário criado após a
promulgação da Lei 9478/97. A partir dos relatórios de análise dos
blocos feitos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), foram
assinados os Contratos de Concessão entre a ANP e a Petrobras, sobre
115 blocos dos 133 originalmente requeridos. A área da Bacia de Santos,
que ficou posteriormente conhecida como ‘cluster’, abrangia o Bloco
BS-300 e não fora incluída na ‘Rodada Zero’ pela ANP, desconhecendo-se
as razões para justificar esse procedimento. Somente na 2ª Rodada de
Licitações, no ano 2000, a ANP ofereceria em leilão os blocos BM-S-7,
8, 9, 10 e 11, sendo que, com exceção do BM-S-7, os demais constituíam
o antigo Bloco BS-300

Conhecedora do potencial da área, a Petrobras, em parceria com outras
empresas, arrematou todos os blocos oferecidos naquela licitação, sendo
que apenas no Bloco BM-S-7 a Petrobras não era a operadora. No Bloco
BM-S-10 se situava a locação que a empresa havia proposto quando
requereu o antigo Bloco BS-300, em 1997. A perfuração desta locação
redundou na descoberta do pré-sal, que foi denominada Paraty.

A Petrobras levou cinco anos estudando a tecnologia necessária para
essa descoberta, ocorrida em 2006. A perfuração durou um ano, ao custo
total de US$ 260 milhões.



O pré-sal para o povo brasileiro





Todo esse processo aqui apresentado é o bastante para que qualquer
brasileiro minimamente preocupado com a situação de vida de nosso povo
se indigne com a situação por que passa a Petrobrás e exija sua
re-estatização, visto que 53% de suas ações já foram vendidas, vários
dos poços descobertos por ela foram entregues e estão sendo explorados
pelo capital estrangeiro; além disso, a maior parte de seu lucro não é
revertida para garantir melhores condições de saúde, educação e moradia
para os brasileiros, que a criaram e sustentaram com seus impostos e a
sua luta.

Agora, não somente os técnicos da Petrobras, mas um conjunto grande de
forças políticas progressistas, de esquerda, nacionalistas, socialistas
e comunistas, sindicatos e organizações do movimento popular se
movimenta diante da possibilidade de o Brasil passar a ser o maior
produtor de petróleo do planeta, por conta das descobertas de enormes
jazidas de óleo na camada do pré-sal, e essa riqueza toda parar nas
mãos das grandes multinacionais do setor e nada ser revertido para a
melhoria das condições de vida do nosso povo.

Por isso, a necessidade da mobilização em defesa dos interesses dos
trabalhadores e da população brasileira e pela garantia de que toda
essa riqueza não possa ser expatriada como foi e está sendo o nosso
ouro, o manganês, o nióbio, o ferro e todos os ricos minerais
existentes em nosso solo. “O pré-sal é do povo brasileiro” e a
“Petrobras 100% estatal”, essas são as exigências de quem luta por um
Brasil livre, independente e socialista.





Baseado no artigo de João Victor Campos, diretor da AEPET, publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 8/6/2009

21 May 2009

3 ENOET, CARTA DA ETEPAM

No ano do centenário do ensino profissionalizante em nosso país, estudantes do norte e nordeste reuniram-se durante os dias 15, 16 e 17 de maio, nas dependências da Escola Técnica Estadual Prof. Agamenon Magalhães, na capital Pernambucana, na terceira edição do Encontro Norte e Nordeste dos Estudantes de Escolas Técnicas – ENOET, com o intuito de debater não só as transformações do ensino profissionalizante ao longo desse período, e as conseqüências dessas transformações para a sociedade.
Ao longo desses cem anos fomos escolas de artífices, escolas industriais, escolas técnicas federais, centros federais e a partir de dezembro do ano passado nos transformamos em institutos federais de educação. Essas mudanças refletiram-se também no foco de ensino e da sua aplicação, assumindo papel de destaque no desenvolvimento regional e nacional formando técnicos capazes para a estruturação e manutenção de diversos segmentos da economia, em especial na indústria.
Nos últimos 15 anos vivemos as transformações mais intensas nas estruturas dessas instituições, e a inserção da iniciativa privada nas instituições, fez com que as mesmas tivessem assumido o controle de vários laboratórios e também da apropriação da produção científica em diversos setores, o que ataca frontalmente a soberania nacional e a capacidade criativa da juventude e do povo brasileiro.
Essa política de sucateamento das escolas técnicas foi mais sentida nas instituições estaduais que, por via de regra, viveram quase que sua extinção na região, mantendo-se apenas através da resistência e da luta dos estudantes, como é o caso da ETEPAM que sedia esse III ENOET. Isso reafirma a nossa convicção de que só com a luta, os estudantes podem garantir os seus direitos e conquistar o ensino que queremos.
Mesmo com a recente expansão do ensino profissionalizante ainda nos deparamos com inúmeros problemas no tocante a assistência estudantil, laboratórios defasados, e até mesmo com a falta de materiais básicos para o desenvolvimento dos cursos. A criação do ensino tecnológico por sua vez enfrenta ainda vários problemas básicos, com a definição de grade curricular e até mesmo a regulamentação profissional que na verdade assumem o papel de verdadeiras barreiras para o acesso ao mercado do trabalho.
Nesse momento de crise mundial do capitalismo, temos visto aumentar a situação de exploração dos trabalhadores e em especial da juventude. Nos últimos seis meses, apenas no Brasil, mais de 900 mil trabalhadores foram demitidos, sua grande maioria diretamente no setor industrial, o que implica mais demissões com a mão-de-obra profissional formada em grande parte pelas escolas técnicas tudo para atender aos interesses do mercado.
Esse mercado impõe aos estudantes situação de constrangimentos e baixos salários, pois sequer o piso nacional dos técnicos ainda é regulamentado, o que aumenta nossa responsabilidade para com o término dos cursos e a inserção no mercado de trabalho.

Nesse Centenário precisamos aumentar a mobilização dos estudantes para defender o ensino profissionalizante que queremos. Entre as várias tarefas estão a garantia de uma expansão que propicie as condições de ensino ao estudante, que ponham fim aos privilégios do sistema S em detrimento ao financiamento dos institutos e demais escolas técnicas, e que já agora nesse final de primeiro semestre garanta conquistas aos estudantes através de estatutos mais democráticos e que permitam a participação dos estudantes nos rumos dos IF´s.
Temos a certeza que o ensino profissional, tanto de nível médio quanto de nível superior, tem um papel fundamental para tirar o nosso país da condição de subdesenvolvido e explorado. Mas isso só pode acontecer na medida em que cresça, de maneira determinante, o investimento de recursos públicos.
As escolas técnicas e tecnológicas devem servir para a classe trabalhadora, devem ter um olhar voltado para as soluções dos problemas sociais, devem perseguir o objetivo da implantação de um currículo politécnico integral, que alie o ensino propedêutico com o ensino profissionalizante.
Para tanto em parceria com o III ESEET que se realizará em julho na cidade de São Bernardo do Campo, convocamos uma mobilização nacional, entre os dias 11 e 14 de Agosto, em defesa do Ensino Profissionalizante no Brasil, construindo uma educação profissional que atenda aos interesses do desenvolvimento nacional e com plenas condições de acesso aos estudantes e ao povo brasileiro.
Viva o III Encontro de Estudantes de Escolas Técnicas!

Recife, 17 de maio de 2009

09 May 2009

3º ENOET Recife - PE

Encontro Norte e nordeste de estudantes de escolas técnicas e tecnológicas
O ensino técnico e tecnológico do Brasil precisa ser um espaço de construção de um país soberano. E um país só é soberano quando é dono do seu destino, quando forma profissional comprometidos em gerar riquezas e inclusão social.
O governo federal tem apresentado vários propostas de mudança no ensino técnico. Porém nenhuma delas tem esse objetivo. Um exemplo foi a vasta transformação dos CEFET´s em IFET´s(Instituto Federal de Educação Ciência e tecnologia), como foi o caso do Piauí onde essa mudança já aconteceu.
Na realidade, ao contrário do que muitos dos estudantes pensam, a modificação não foi apenas no nome. A Partir de agora, o Instituto vai ter a “independência” de fazer parcerias com empresa privadas para que os alunos façam pesquisas para que os resultados em vez de beneficiarem o povo, serem comercializados. Isso revela com quem o governo federal realmente quer agradar.
Portanto, é necessário que o movimento estudantil estude profundamente essas propostas e formule proposições, para que o ensino técnico seja modificada da maneira mais justa e correta, papel que será cumprido no ENOET. Vindos de vários estados do Pais , os estudantes de escolas técnicas , agrotécnicas , cefet´s , estaduais e municipais se reunirão e organizaram um calendário de atividades e lutas.

04 November 2008

2º ESEET defende reforma no ensino profissional




Estudantes de instituições de ensino profissional de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, participaram entre os dias 5 e 7 de setembro, no CEFET-MG, em Belo Horizonte, do 2º Encontro Sudeste de Estudantes de Escolas Técnicas e Tecnológicas – ESEET, com o intuito de debater a situação do ensino profissionalizante e a mobilização do movimento estudantil.

Uma grande questão levantada nos debates foi sobre as perspectivas do trabalho para a juventude no capitalismo. Não existem muitas oportunidades de emprego e o profissional é desvalorizado, recebendo um baixo salário, além de ter que se submeter à exploração dos empresários capitalistas e de suas empresas.

O 2º ESEET foi marcado ainda pela denuncia de que em várias escolas prevalece a repressão ao movimento estudantil. Não são garantidos muitos espaços para discussão desses problemas, e quando os estudantes se organizarem reivindicando melhores condições de ensino ou até mesmo contra as roubalheiras e os desvios de verbas, são duramente perseguidos.

Neste sentido, o 2º ESEET cumpriu um importante papel na organização dos estudantes para a garantia de seus direitos. Esta discussão foi muito pautada durante o encontro pelas entidades organizadoras, a diretoria de Escolas Técnicas da UBES, a AMES-BH, a AERJ e a UMES-Diadema.

Os presentes ressaltaram que só a combatividade levantará o movimento estudantil nas escolas técnicas do sudeste, através de mais grêmios comprometidos com a luta dos estudantes e de uma atuação organizada entre os estados da região e, também, nacionalmente, para lutar em defesa de um ensino técnico e profissional público, gratuito para todos.

No final do encontro, aprovamos a “Carta de Belo Horizonte – Gabriel Pimenta” com as resoluções elaboradas durante os debates.

As principais propostas aprovadas no II ESEET são: criação do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional – FUNDEP; fim das fundações privadas (também chamadas de APM´s e Caixas Escolares) das instituições de ensino; nenhuma cobrança de taxa no ensino profissional; fim das terceirizações; imediata contratação de professores e técnicos administrativos, por meio de concurso; por uma profunda reforma no currículo do ensino profissional; ampliar o currículo em busca de uma educação politécnica, integral, referenciada no trabalho, com orientação para as potencialidades econômicas regionais, voltado para a solução dos problemas sociais e para a soberania nacional e não aos interesses das empresas privadas; por salário, estabilidade e demais direitos garantidos em lei para os estágios; garantia da obrigatoriedade do trabalho da área em que o estagiário está estudando e que as empresas públicas garantam vagas para os estagiários formandos em escolas públicas; imediata reabertura das escolas e dos cursos de magistério e a regularização da lei que garante os estudantes normalistas possam realizar estágio curricular em escolas públicas; gestão democrática, paridade nos conselhos (1/3 de representação dos estudantes); eleições diretas e paritárias para diretores/reitores, sem lista tríplice; dinheiro público para as escolas públicas; pela manutenção da vinculação do Centro Paulo Souza (SP) a Universidade Estadual de São Paulo; luta em defesa das Etec´s paulistas públicas e gratuitas e por uma universidade popular, com o livre acesso às universidades.

Guilherme Silva – Presidente da Ames-BH e militante da UJR

26 September 2008

Festa de posse da nova diretoria da AMES-TERESINA!


A nova diretoria da AMES - TERESINA, convida a todos os estudantes a festa de posse que se realizará no dia 12 de Outubro no Clube XXX(não tem ainda)XXXX entre as 9h e às 16h.
A festa tem como objetivo comemorar a história de luta da entidade e o seu aniversário, nesses dois anos de existência a AMES não tem poupado esforços para denunciar as arbitrariedades e os abusos cometidos contra os estudantes, agora a nova diretoria reafirma o seu caráter combativo e realizará esta grande festa em comemoração a esta história de luta e em homenagem a todos os estudantes de Teresina.
Estudantes, essa festa é feita para vocês! Participem a entrade é franca e a diverção é por conta da casa.
Participação da Banda R80.

Horário: Entre as 9h e as 16h
Local: Clube XXX Av. XXX Bairro XXX
Entrada Gratuita
Participação da Banda R80

23 September 2008

II Congresso da AMES-TERESINA, Vitória dos Estudantes!





No dia 20 de setembro de 2008, no pátio na U. E. Benjamin Benjamim Baptista o II Congresso da AMES-TERESINA com mais de 90 estudantes representando cerca de 20 escolas da capital do Piauí, entre elas: João Clímaco, Joel Mendes, CEFET-PI (sede e uned-Teresina), Barão de Gurguéia, Colégio Certo, CEB James de Azevedo, Edgar Tito, Colégio Lavoisier, Firmina Sobreira, Pedro Conde, Escolão do Mocambinho, Eurípedes de Aguiar, Premem-Norte, Júlia Nunes, Premem-Sul, Milton Aguiar, Pires de Castro, Antônio Almendra, Benjamim Baptista etc. Todos com bastante entusiasmo diziam palavras de ordem tais como: “A AMES somos nós, nossa força e nossa voz”,” Prá mudar a educação, tem que ter Rebelião” e” O dinheiro do Meu pai não é capim, Eu quero passe-Livre Sim, eu Quero eu Quero..”..
O congresso deu início formando uma mesa para as saudações aos delegados e suplentes. Os convidados a foram o diretor da U. E. Benjamim Baptista Professor Manoel Evandro que ressaltou a importância da organização dos estudantes através da AMES-TERESINA; Jessiane Brito Coordenadora Nacional do MLB- Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas; Gregório Goold 1º Vice-presidente da UBES -União Brasileira dos Estudantes Secundaristas; Cláudia Cíntia Presidente do Grêmio Estudantil da U. E. Milton Aguiar; Pedro Laurentino Diretor do SINTRAJUFE-PI e Membro do PCR – Partido Comunista Revolucionário; Carla Catiara da UJR- União da Juventude Rebelião e Isaac Ferreira Presidente da 1º Gestão da AMES-TERESINA e aluno do CEFET-PI/UNED-TERESINA.
Ainda pela manhã, após as saudações os delegados e suplentes presentes tiveram um espaço para falar a situação de sua escola e apresentar sua opinião sobre a educação: na qual a maioria disse que falta água de qualidade, merenda, livros, professores qualificados, reforma nas escolas e nas suas quadras esportivas além de material para atividades físicas, laboratórios de informática, biologia, física que funcionem, segurança, poucas vagas nas universidades públicas e principalmente o abandono do governo com o ensino público.
Durante a tarde depois de todos terem almoçado no auditório do Benjamim Baptista o debate foi sobre a organização dos estudantes e os grêmios estudantis. Participaram da mesa os estudantes Amanda Augusta do CEFET-PI/UNED-TERESINA e Lucas Caetano do Colégio Certo, sendo coordenado por Isaac Ferreira.
Para encerrar o congresso, foram aprovadas as propostas de lutas para a nova gestão e sua nova diretoria, ficando eleita Amanda Augusta para a presidente da AMES-TERESINA, que assumiu a tarefa de nos próximos dois anos organizar e lutar em defesa da educação e dos estudantes.