04 November 2008

2º ESEET defende reforma no ensino profissional




Estudantes de instituições de ensino profissional de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, participaram entre os dias 5 e 7 de setembro, no CEFET-MG, em Belo Horizonte, do 2º Encontro Sudeste de Estudantes de Escolas Técnicas e Tecnológicas – ESEET, com o intuito de debater a situação do ensino profissionalizante e a mobilização do movimento estudantil.

Uma grande questão levantada nos debates foi sobre as perspectivas do trabalho para a juventude no capitalismo. Não existem muitas oportunidades de emprego e o profissional é desvalorizado, recebendo um baixo salário, além de ter que se submeter à exploração dos empresários capitalistas e de suas empresas.

O 2º ESEET foi marcado ainda pela denuncia de que em várias escolas prevalece a repressão ao movimento estudantil. Não são garantidos muitos espaços para discussão desses problemas, e quando os estudantes se organizarem reivindicando melhores condições de ensino ou até mesmo contra as roubalheiras e os desvios de verbas, são duramente perseguidos.

Neste sentido, o 2º ESEET cumpriu um importante papel na organização dos estudantes para a garantia de seus direitos. Esta discussão foi muito pautada durante o encontro pelas entidades organizadoras, a diretoria de Escolas Técnicas da UBES, a AMES-BH, a AERJ e a UMES-Diadema.

Os presentes ressaltaram que só a combatividade levantará o movimento estudantil nas escolas técnicas do sudeste, através de mais grêmios comprometidos com a luta dos estudantes e de uma atuação organizada entre os estados da região e, também, nacionalmente, para lutar em defesa de um ensino técnico e profissional público, gratuito para todos.

No final do encontro, aprovamos a “Carta de Belo Horizonte – Gabriel Pimenta” com as resoluções elaboradas durante os debates.

As principais propostas aprovadas no II ESEET são: criação do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional – FUNDEP; fim das fundações privadas (também chamadas de APM´s e Caixas Escolares) das instituições de ensino; nenhuma cobrança de taxa no ensino profissional; fim das terceirizações; imediata contratação de professores e técnicos administrativos, por meio de concurso; por uma profunda reforma no currículo do ensino profissional; ampliar o currículo em busca de uma educação politécnica, integral, referenciada no trabalho, com orientação para as potencialidades econômicas regionais, voltado para a solução dos problemas sociais e para a soberania nacional e não aos interesses das empresas privadas; por salário, estabilidade e demais direitos garantidos em lei para os estágios; garantia da obrigatoriedade do trabalho da área em que o estagiário está estudando e que as empresas públicas garantam vagas para os estagiários formandos em escolas públicas; imediata reabertura das escolas e dos cursos de magistério e a regularização da lei que garante os estudantes normalistas possam realizar estágio curricular em escolas públicas; gestão democrática, paridade nos conselhos (1/3 de representação dos estudantes); eleições diretas e paritárias para diretores/reitores, sem lista tríplice; dinheiro público para as escolas públicas; pela manutenção da vinculação do Centro Paulo Souza (SP) a Universidade Estadual de São Paulo; luta em defesa das Etec´s paulistas públicas e gratuitas e por uma universidade popular, com o livre acesso às universidades.

Guilherme Silva – Presidente da Ames-BH e militante da UJR

26 September 2008

Festa de posse da nova diretoria da AMES-TERESINA!


A nova diretoria da AMES - TERESINA, convida a todos os estudantes a festa de posse que se realizará no dia 12 de Outubro no Clube XXX(não tem ainda)XXXX entre as 9h e às 16h.
A festa tem como objetivo comemorar a história de luta da entidade e o seu aniversário, nesses dois anos de existência a AMES não tem poupado esforços para denunciar as arbitrariedades e os abusos cometidos contra os estudantes, agora a nova diretoria reafirma o seu caráter combativo e realizará esta grande festa em comemoração a esta história de luta e em homenagem a todos os estudantes de Teresina.
Estudantes, essa festa é feita para vocês! Participem a entrade é franca e a diverção é por conta da casa.
Participação da Banda R80.

Horário: Entre as 9h e as 16h
Local: Clube XXX Av. XXX Bairro XXX
Entrada Gratuita
Participação da Banda R80

23 September 2008

II Congresso da AMES-TERESINA, Vitória dos Estudantes!





No dia 20 de setembro de 2008, no pátio na U. E. Benjamin Benjamim Baptista o II Congresso da AMES-TERESINA com mais de 90 estudantes representando cerca de 20 escolas da capital do Piauí, entre elas: João Clímaco, Joel Mendes, CEFET-PI (sede e uned-Teresina), Barão de Gurguéia, Colégio Certo, CEB James de Azevedo, Edgar Tito, Colégio Lavoisier, Firmina Sobreira, Pedro Conde, Escolão do Mocambinho, Eurípedes de Aguiar, Premem-Norte, Júlia Nunes, Premem-Sul, Milton Aguiar, Pires de Castro, Antônio Almendra, Benjamim Baptista etc. Todos com bastante entusiasmo diziam palavras de ordem tais como: “A AMES somos nós, nossa força e nossa voz”,” Prá mudar a educação, tem que ter Rebelião” e” O dinheiro do Meu pai não é capim, Eu quero passe-Livre Sim, eu Quero eu Quero..”..
O congresso deu início formando uma mesa para as saudações aos delegados e suplentes. Os convidados a foram o diretor da U. E. Benjamim Baptista Professor Manoel Evandro que ressaltou a importância da organização dos estudantes através da AMES-TERESINA; Jessiane Brito Coordenadora Nacional do MLB- Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas; Gregório Goold 1º Vice-presidente da UBES -União Brasileira dos Estudantes Secundaristas; Cláudia Cíntia Presidente do Grêmio Estudantil da U. E. Milton Aguiar; Pedro Laurentino Diretor do SINTRAJUFE-PI e Membro do PCR – Partido Comunista Revolucionário; Carla Catiara da UJR- União da Juventude Rebelião e Isaac Ferreira Presidente da 1º Gestão da AMES-TERESINA e aluno do CEFET-PI/UNED-TERESINA.
Ainda pela manhã, após as saudações os delegados e suplentes presentes tiveram um espaço para falar a situação de sua escola e apresentar sua opinião sobre a educação: na qual a maioria disse que falta água de qualidade, merenda, livros, professores qualificados, reforma nas escolas e nas suas quadras esportivas além de material para atividades físicas, laboratórios de informática, biologia, física que funcionem, segurança, poucas vagas nas universidades públicas e principalmente o abandono do governo com o ensino público.
Durante a tarde depois de todos terem almoçado no auditório do Benjamim Baptista o debate foi sobre a organização dos estudantes e os grêmios estudantis. Participaram da mesa os estudantes Amanda Augusta do CEFET-PI/UNED-TERESINA e Lucas Caetano do Colégio Certo, sendo coordenado por Isaac Ferreira.
Para encerrar o congresso, foram aprovadas as propostas de lutas para a nova gestão e sua nova diretoria, ficando eleita Amanda Augusta para a presidente da AMES-TERESINA, que assumiu a tarefa de nos próximos dois anos organizar e lutar em defesa da educação e dos estudantes.

28 July 2008

Piauí no EIJAA, Rio 2008!



As nossa chegada foi por volta das 18:30, sequimos direto para o banhpo seguido de jantar.
o Eijaa este ano deve a participação de cerca de 500 jovens sendo que 9 paises estiveram presentes sendo eles: Espanha, Turkia, Equador, Mexico Venezuela, Dinamarka, Republica Dominicana, França e 13 estados do Brasil sendo o Pará, Piauí, Ceara, Rio Grande do Norte, Paraiba, Pernanbuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rondônia e Distrito Federal.
Durante a noite assistimos o filme que relatava a historia do brasil do durante o periodo en torno da ditadura militar, o Filme chamado "JANGO".
Amanhã conto mais.
Isaac Ferreira
Presidente da AMES-Teresina e membro da UJR.

12 July 2008

A "Revolta dos Pingüins"


- Exemplo de Luta e Mobilização Estudantil

Pedro Gutman (UJR) UNIÃO DA JUVENTUDE REBELIÃO

Nas últimas seis semanas o Chile vem sendo sacudido por protestos massivos organizados pelos estudantes secundaristas. A Revolta dos Pingüins (apelido graças ao uniforme dos estudantes secundários) se volta contra a exclusividade cada vez maior do ensino tanto médio quanto superior aos jovens da mínima fatia rica da população, face do aprofundamento do capitalismo diretamente virada aos jovens.
Milhões de estudantes já aderiram à luta, milhares de escolas estão paralisadas e ocupadas assim como a maioria das universidades do país. De fato, em recente pesquisa mais de 85% dos Chilenos afirmaram ser a favor da Revolución de Los Pingüinos, e as passeatas, quase diárias, tem tido grande participação dos professores e outros trabalhadores da educação. Em alguns lugares os operários chegaram a declarar greves de apoio ao movimento, mostrando que a luta por uma educação gratuita e de qualidade é uma luta de caráter popular, antifascista e antiimperialista.As principais bandeiras de luta são pelo passe-livre irrestrito no transporte público. Pelo fim das taxas pagas pela PSU (Prova de Seleção Universitária) que chegam a custar o equivalente a R$ 120,00. E principalmente pelo fim da Lei Orgânica Constitucional de Ensino (LOCE), uma lei promulgada por Pinochet no último dia de sua ditadura. A LOCE oficializa e estimula a privatização do ensino fundamental, médio e superior permitindo a qualquer pessoa abrir sua própria instituição de ensino e receber financiamento do governo. Esta permissão faz com que a educação da maioria da população seja inferior à da elite de 930 colégios particulares do país.
A repressão policial é grande, baseada principalmente em carros blindados lançando uma mistura de gás lacrimogêneo e água em forte pressão (desenvolvidos na ditadura de Pinochet) e vem sendo combatida com firmeza e coragem por estudantes (de mesmo 13 anos) com pedaços de madeira, pedras e coquetéis Molotov em mãos.
Mesmo com centenas de jovens presos e feridos neste verdadeiro combate, ainda longe de acabar, a luta tem avançado rápido para a vitória. Pois nela os jovens do Chile contam com o apoio não só da população Chilena mas também de todos os jovens do mundo que lutam por uma sociedade mais justa e fraterna, que lutam contra o fascismo e o imperialismo

04 July 2008

Centenário de Salvador Allende




Nascido em Valparaíso, 26 de junho de 1908 — Santiago do Chile, 11 de setembro de 1973 foi um médico, político e estadista chileno. Foi o primeiro marxista assumido eleito democraticamente presidente da república na América Latina.
Filho do advogado e notário Salvador Allende Castro e de Laura Gossens Uribe, Allende casou-se em 1940 com Hortensia Bussi Soto, com quem teve filhas: Paz, Isabel e Beatriz.
Grande orador, começa a carreira política como deputado em 1937 e ocupa o Ministério da Saúde de 1939 a 1942.
Foi senador em 1952 pelo Partido Socialista do Chile. Concorre à Presidência da República em 1952 e em 1958.
Allende assume a presidência e tenta socializar a economia chilena, com base num projeto de reforma agrária e nacionalização das indústrias. A sua política, a chamada "via chilena para o socialismo", pretende uma transição pacífica para uma sociedade mais justa, de raiz socializante. Nacionaliza os bancos, as minas de cobre e algumas grandes empresas, e enfrenta pressões políticas norte-americanas.
Em 1972 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz
Em 11 de setembro de 1973, com ostensivo apoio dos Estados Unidos, as Forças Armadas, chefiadas pelo general Augusto Pinochet, dão um sangrento golpe de Estado que derruba o governo da UP(Unidade Popular). Allende morreu quando as forças armadas rebeladas contra o governo constitucional atacaram o Palácio de La Moneda
Leia mais: www.granma.cu

Isaac Ferreira
Militante da UJR- União da Juventude Rebelião

30 June 2008

Dinheiro público na educação pública


A Constituição Federal determina que o Estado deve garantir educação pública gratuita e de qualidade para todos, em todos os níveis. Mas, infelizmente, não é isso que acontece. É cada vez menor a qualidade das escolas públicas de ensino médio, muitas crianças estão fora das creches e ainda temos a vergonhosa cifra de apenas pouco mais de 1% do povo com acesso à universidade pública.
Isso acontece porque em nosso país, como em todos os países capitalistas, as riquezas estão nas mãos de uma minoria parasita, que impede o acesso da juventude à educação pública com o objetivo de transformar a educação num mercado lucrativo. Por isso, apesar de estar ela garantida pela Constituição, os sucessivos governos, apoiados pelo capital financeiro e as grandes multinacionais, não investem suficientemente em educação. Preferem desviar milhões dos cofres públicos, todos os meses, para enriquecer os banqueiros – como é o caso do Banco Itaú, que a cada ano comemora recorde de lucros.
Outro aspecto importante do processo de destruição da educação pública é a vontade dos poderosos de privar a população carente do conhecimento, pois eles sabem que, quanto mais se conhecer a realidade, mais fácil será transformá-la. Como disse José Martí, “ser culto é ser livre”.
Os conhecimentos acumulados pela humanidade devem servir à própria humanidade. O conjunto de informações e descobertas de um povo deve servir para interferir positivamente na sua vida. Para isso é preciso que o conhecimento seja um direito de todos aqueles que constroem a sociedade, ou seja, de todos os elementos da classe trabalhadora, o que só é possível com a garantia de educação pública gratuita e de qualidade para todos pelo Estado e o investimento público em pesquisa.
Essa situação decorre do pouco investimento na educação. Como sabemos, o governo gasta R$ 150 bilhões por ano com a dívida pública, e, assim, não haverá dinheiro para educação e para o Fundeb – fundo criado, e muito propagado pelo governo, para a educação básica – no qual se pretende gastar R$ 3,174 bilhões, ou seja, 2% do que é destinado ao pagamento da dívida pública. Todo o investimento atual em educação no país é de apenas 3,7% do PIB, fazendo com que nosso país seja um dos que menos investem nessa área, em todo o mundo.
Por isso, na Conferência Nacional de Educação Básica, organizada pelo governo federal no mês de abril, em Brasília, educadores do país inteiro concordaram em que, para mudar a educação brasileira, o governo federal deve investir 10% do PIB, o que representa mais que 150% além do que é investido hoje.
Mas, para tanto, seria preciso que o governo adotasse uma atitude de defesa clara da educação e rompesse verdadeiramente (e não apenas na propaganda na TV) com o capital financeiro.

Gregório Gould, vice-presidente da UBES e militante da UJR

FONTE: jornal A Verdade

29 June 2008

CHARGES

Créditos ao grande LATUFF


Veja mais em latuff2.deviantart.com

Retiradas de: http://www.averdade.org.br/charges.php

Clique nas imagens para vê-las em tamanho maior.

EUA, a máquina de guerra :






Brasil ontem e Brasil hoje:








16 June 2008

CMEIE foge dos estudantes!

Por volta das 15h do dia 04 de junho deste ano, centenas de estudantes ocuparam a Câmara Municipal de Teresina para assistirem a sessão onde o Presidente da CMEIE, Gilmar Guilherme (Lobão), iria ter que explicar o motivo pelo qual a CMEIE vem desrespeitando a Lei que inclui a AMES como um de seus membro e qual a razão da Carteira de estudante confeccionada por esta comissão é a mais cara do Brasil.
Dois grupos de estudantes estavam presentes, um trazido pela AMES e pela União da Juventude Rebelião, que protestava contra o alto preço e contra a exclusão da AMES da CMEIE, que com muita garra, determinação e palavras de ordem:
"ESTUDANTE NAO É BOBO! 16 REAIS É ROUBO“,
"Ê! Lobão, vai acabar teu mensalão!" ,
"Lobão! Ladrão! CPI é solução!" se destacaram do outro grupo de estudantes trazido pelo CCPE (Centro Colegial dos Estudantes do Piauí)e pela UJS que são envolvidos com o Lobão e com a máfia das carteirinhas.
Esse outro grupo tentava a todo custo denegrir a imagem do Presidente da AMES, Isaac Ferreira e defendia as atuais posições da CMEIE, a algazarra feita por este grupo foi tamanha que a sessão acabou sendo adiada.
A ocupação foi manchete em todos os jornais da cidade e transmitida ao vivo pelas TV's locais, mas ao invés de mostrar a luta dos estudantes combativos contra os abusos de verdadeiros ladrões que nos roubam descaradamente, preferiram se a ter aos erros ortográficos presentes em alguns cartazes feitos a mão, dentro da própria câmara.
Mas porque será que a imprensa resolveu se limitar aos erros ortográficos e zombar dos estudantes, igualando todos os presentes?
É obvio que foi para desviar a atenção da população do fato principal.
Pois vende muito mais jornais dizer que o estudante é burro, do que mostrar que os estudantes de Teresina não fogem a luta e correm atrás dos seus direitos.
Enfim, nada vai nos tirar da luta! A AMES continuará com a campanha pela redução do valor pago pela carteira de estudante e convidamos a você, para que não feche os olhos diante dessa roubalheira e lute conosco para que os responsáveis por essa exploração sejam punidos.
Lutemos todos! Pela criação de uma CPI para investigar com que é gasto o nosso dinheiro.


A AMES! A AMES! A AMES É PRA LUTAR!

Galera de luta que veio pra ficar! Lobão a CPI vai te pegar!

A AMES SOMOS NÓS! NOSSA FORÇA E NOSSA VOZ!

02 June 2008

Ocupação da Reitoria da UFMG: vitória dos Estudantes!



, um verdadeiro aparato de guerra, composto de 15 viaturas, 40 policiais fortemente armados e até um helicóptero, foi mobilizado contra estudantes, professores e servidores técnico-administrativos, levando à prisão de um estudante do IGC e agressão de uma aluna de medicina, que levou quatro pontos na cabeça.

A PM diz que invadiu o campus da UFMG porque foi chamada pelo reitor. A Reitoria nega, mas, por omissão ou má-fé, é culpada. E o reitor foi obrigado a reconhecer esse erro, pela força da mobilização dos estudantes e dos protestos da comunidade acadêmica.

O autoritarismo e o desrespeito às liberdades democráticas não são uma novidade na UFMG. Não é por acaso que sete estudantes estão sendo indiciados pela Reitoria por terem participado de manifestações em defesa de uma assistência estudantil pública e digna. Apesar de os estudantes terem direito à manifestação, atualmente estão sendo tratados como criminosos por discordarem da política de desmonte da universidade pública, praticada pela Reitoria, acusados de coisas que não fizeram. Um deles, por exemplo, nem sequer estava presente à manifestação pela qual está sendo indiciado, num flagrante desrespeito. Além disso, os fatos relatados pela Reitoria no processo são forjados e mentirosos.

Em todos os atos e demais manifestações acontecidas no campus, agentes de “segurança” fotografam e filmam os participantes, ao molde das práticas da época da ditadura militar, até mesmo sendo os estudantes identificados denunciados publicamente em uma das assembléias do movimento.

Uma das conquistas mais importantes durante a ocupação foi a o Conselho Universitário ter aprovado que o reitor deverá ir pessoalmente ao governador do Estado de Minas Gerais, Aécio Neves, para pedir o arquivamento do processo contra o estudante preso no IGC, e que a universidade deve encaminhar abertura de inquérito na Corregedoria de Polícia e a realização de audiências públicas com o reitor, mensalmente.

Essa mobilização segue os exemplos das ocupações ocorridas no ano passado na USP, Unicamp, UFC, UFBA, UFRJ, UFF, Ufal, entre outras, e, recentemente, a ocupação da UnB.

A mobilização dos estudantes, com o irrestrito apoio de professores, obrigou a que o reitor Ronaldo Pena e a vice-reitora Heloísa Starling tivessem de prestar esclarecimentos a todos os presentes na ocupação sobre a invasão da UFMG pela polícia. A sessão do Conselho Universitário teve que ser transmitida ao vivo, do auditório da Reitoria, para quem quisesse conhecer os seus representantes, antes personagens de um mistério.

Essas conquistas podem ser ampliadas. Os estudantes demonstraram não mais aceitar pagar uma semestralidade numa universidade pública como desculpa para financiar a política de assistência estudantil. O bandejão da UFMG é um dos mais caros do país, a moradia também é muito cara e de difícil acesso, e, além do mais, as bolsas da Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump), em sua maioria, têm de ser pagas depois de o estudante formado, e a Fump lucra ano após ano.

Por isso, os estudantes decidiram manter-se organizados e mobilizados, intensificando as medidas, adotadas pelos centros e diretórios acadêmicos, de ingresso de ações na Justiça para não pagar mais a abusiva semestralidade, e a garantia, pelo Estado, do direito à educação publica, gratuita e de qualidade.

Matheus Malta, estudante de Ciências Sociais da UFMG e militante da UJR

Mais um ano sem a meia-passagem em Belo Horizonte

Belo Horizonte ainda é a única capital do país onde os estudantes não têm nenhum beneficio no transporte coletivo para ir à escola. Vale lembrar que em 2006 o prefeito Fernando Pimentel (PT) disse pessoalmente à Ames-BH que os receberia para uma audiência para discutir essa situação, mas que dois anos se passaram e foi somente mais uma promessa não cumprida. Em 2007, mais de 700 estudantes ocuparam a Câmara Municipal de BH e o prefeito foi à Imprensa dizer que já estava encaminhando um projeto que iria garantir o Passe Livre aos estudantes do ensino médio das escolas municipais de BH. O que está sendo encaminhado, porém, é o fechamento do ensino médio nas escolas municipais para se cortarem gastos da prefeitura com a educação.

Nessa situação, mais de mil estudantes de diversas escolas da capital atenderam ao novo chamado da Ames-BH e da União da Juventude Rebelião (UJR), no dia 10 de abril, e saíram às ruas em uma nova manifestação, dando prosseguimento à Jornada Nacional de Lutas.

Ao tentarem os estudantes entrar na prefeitura, a Guarda Municipal agiu de forma truculenta, impedindo seu acesso e chegando a agredi-los com socos e cacetadas. Uma comissão foi recebida pelo secretário particular do prefeito, que disse que as reivindicações seriam passadas, pois o prefeito, naquele momento, se encontrava em viagem aos Estados Unidos.

No dia 8 de abril, o grêmio estudantil do Colégio Estadual Central (maior escola de ensino médio do Estado), também junto com a Ames-BH, realizou uma grande mobilização que teve a participação de 800 estudantes da escola, reivindicando a mudança da atual “organização curricular” imposta pela Secretaria Estadual de Educação. A mobilização resultou na ocupação da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (Alemg).

“A situação de vários estudantes não é fácil; já não basta o descaso por parte dos governos com a educação; a cada dia se torna mais difícil a tarefa de ir à escola, pois o estudante gasta, no mínimo, R$ 4,20 por dia e, em vários casos, esse valor ultrapassa a quantia de R$ 10 por dia”, disse Samuel Martins, diretor de grêmios da Ubes e membro da UJR.

Os estudantes continuaram na porta da prefeitura durante quase todo o dia, com muita agitação. Foi organizado um teatro denunciando o “casamento” (aliança para as próximas eleições municipais em BH) do prefeito Fernando Pimentel com o governador do Estado Aécio Neves (PSDB). A manifestação se encerrou numa assembléia, na qual os estudantes decidiram que essa luta não pode parar e que voltarão para suas escolas e formarão mais grêmios para fortalecer o movimento estudantil para a conquista do meio-passe.

Guilherme Silva Pinto, Presidente da Ames-BH e militante da UJR
texto extraido de www.averdade.org.br

Em defesa de um ensino técnico de qualidade!

O Governo federal lançou, em 24 de abril de 2007, o decreto de número 6.095, que estabelece a transformação dos Centros Federais de ensino tecnológico (CEFET) em Instituto Federal de ensino Tecnológico (IFET). O projeto não prevê somente a mudanças do nome das instituições, mas, também, propõe uma mudança na estrutura da Escola.

Diante disso, vêm as seguintes perguntas: será que essas mudanças vão resolver os problemas enfrentados hoje pelas escolas técnicas de todo o país? Será que essas são as mudanças que os estudantes têm reivindicado nos últimos anos?

A resposta é não. A grande questão é que as novas medidas vêm para aumentar o número de vagas nas instituições. Agora, vejamos como vai se dar esse aumento de vagas na prática: o IFET prevê a criação de novos cursos na área de licenciatura (formação de professores) para crescer a oferta para o ensino superior. Também, o IFET pega outras escolas técnicas e transforma-as em unidades descentralizadas.

No entanto, o Instituto não prevê nenhum centavo de aumento das verbas, que hoje já são muito poucas para administrar a estrutura existente. O que vai acontecer com o aumento de cursos e de outros custos com a implantação de unidades descentralizadas? Aumenta o número de vagas, mas não aumentam os investimentos.

Vejamos como funciona a democracia no IFET. A principal bandeira do movimento estudantil é que a eleição direta para reitor, pois o IFET, diferente do CEFET, que tem um diretor geral, terá um reitor; esta é a proposta “avançadíssima” do governo: serão indicados reitores pró-tempore, até que aconteçam as eleições que sequer estão com seu formato definido. A história de gestores indicados pelo governo com o mandato pró-tempore (com tempo determinado até que a eleição aconteça), nós já conhecemos bem. No Estado do Pará, por exemplo, o ultimo diretor pró-tempore do CEFET, que era para ficar um ano, ficou durante oito anos. Será esse mesmo um modelo de democracia? Ou será uma boa oportunidade para mais uma vez o governo beneficiar pessoas ou grupos políticos que ainda não foram contemplados? Tem mais: a falta de democracia já vem acontecendo na implementação do IFET, pois a chamada pública diz que a aceitação do projeto não tem que ser feita em assembléia geral convocada para este fim. Assim, o que se viu em todo o País, foram atas de assembléias que na verdade nunca aconteceram e quem foi contra é perseguido. A formação dos professores, inclusive, poderá ser dada por empresas que forem “parceiras” do instituto, assim formando profissionais que formarão meros apertadores de parafuso para determinada empresa que estiver fazendo a dita formação continuada.

Como se pode ver, essa proposta do governo, nem de longe é uma proposta que venha resolver os problemas do ensino técnico no Brasil. Pelo contrário, vem tirar a sua responsabilidade e aumenta ainda mais a intervenção das empresas dentro das escolas com os projetos de “pesquisa e extensão”, mas que na verdade vão formar mão-de-obra barata.

Por isso, o movimento estudantil sério e comprometido precisa travar uma luta intransigente contra os IFETs, denunciar a fraude das assembléias de aprovação, não aceitar a indicação dos reitores pró-tempore e nem tampouco a entrega das nossas escolas a empresas que só querem explorar a juventude. Em 2009, completará 100 anos a fundação da primeira escola técnica no Brasil. Temos que nos unir para impedir essa privatização do ensino técnico no Brasil.

Gilberto Araújo - Diretor de Escolas Técnicas da UBES e militante da UJR - PA
texto extraido de www.averdade.org.br

Em defesa de um ensino técnico de qualidade!

O Governo federal lançou, em 24 de abril de 2007, o decreto de número 6.095, que estabelece a transformação dos Centros Federais de ensino tecnológico (CEFET) em Instituto Federal de ensino Tecnológico (IFET). O projeto não prevê somente a mudanças do nome das instituições, mas, também, propõe uma mudança na estrutura da Escola.

Diante disso, vêm as seguintes perguntas: será que essas mudanças vão resolver os problemas enfrentados hoje pelas escolas técnicas de todo o país? Será que essas são as mudanças que os estudantes têm reivindicado nos últimos anos?

A resposta é não. A grande questão é que as novas medidas vêm para aumentar o número de vagas nas instituições. Agora, vejamos como vai se dar esse aumento de vagas na prática: o IFET prevê a criação de novos cursos na área de licenciatura (formação de professores) para crescer a oferta para o ensino superior. Também, o IFET pega outras escolas técnicas e transforma-as em unidades descentralizadas.

No entanto, o Instituto não prevê nenhum centavo de aumento das verbas, que hoje já são muito poucas para administrar a estrutura existente. O que vai acontecer com o aumento de cursos e de outros custos com a implantação de unidades descentralizadas? Aumenta o número de vagas, mas não aumentam os investimentos.

Vejamos como funciona a democracia no IFET. A principal bandeira do movimento estudantil é que a eleição direta para reitor, pois o IFET, diferente do CEFET, que tem um diretor geral, terá um reitor; esta é a proposta “avançadíssima” do governo: serão indicados reitores pró-tempore, até que aconteçam as eleições que sequer estão com seu formato definido. A história de gestores indicados pelo governo com o mandato pró-tempore (com tempo determinado até que a eleição aconteça), nós já conhecemos bem. No Estado do Pará, por exemplo, o ultimo diretor pró-tempore do CEFET, que era para ficar um ano, ficou durante oito anos. Será esse mesmo um modelo de democracia? Ou será uma boa oportunidade para mais uma vez o governo beneficiar pessoas ou grupos políticos que ainda não foram contemplados? Tem mais: a falta de democracia já vem acontecendo na implementação do IFET, pois a chamada pública diz que a aceitação do projeto não tem que ser feita em assembléia geral convocada para este fim. Assim, o que se viu em todo o País, foram atas de assembléias que na verdade nunca aconteceram e quem foi contra é perseguido. A formação dos professores, inclusive, poderá ser dada por empresas que forem “parceiras” do instituto, assim formando profissionais que formarão meros apertadores de parafuso para determinada empresa que estiver fazendo a dita formação continuada.

Como se pode ver, essa proposta do governo, nem de longe é uma proposta que venha resolver os problemas do ensino técnico no Brasil. Pelo contrário, vem tirar a sua responsabilidade e aumenta ainda mais a intervenção das empresas dentro das escolas com os projetos de “pesquisa e extensão”, mas que na verdade vão formar mão-de-obra barata.

Por isso, o movimento estudantil sério e comprometido precisa travar uma luta intransigente contra os IFETs, denunciar a fraude das assembléias de aprovação, não aceitar a indicação dos reitores pró-tempore e nem tampouco a entrega das nossas escolas a empresas que só querem explorar a juventude. Em 2009, completará 100 anos a fundação da primeira escola técnica no Brasil. Temos que nos unir para impedir essa privatização do ensino técnico no Brasil.

Gilberto Araújo - Diretor de Escolas Técnicas da UBES e militante da UJR - PA
texto extraido de www.averdade.org.br

Mas quem é a AMES?

Mas quem é
a AMES?
Ela fica sentada
em uma casa com telefones?
Seus pensamentos
são secretos,
suas decisões
desconhecidas?
Quem é ela?

Nós somos ela.
Tu, eu, vocês
nós todos, estudantes.
Ela veste as suas roupas,
E levanta as suas bandeiras, camarada,
Ela pensa com a sua cabeça
Onde você mora é a casa dela, e quando você é atacado ela luta.

Adaptação do poema de Bertold Brecht - Mas quem é o Partido ?

Participe ativamente da AMES, forme seu grêmio, erga suas bandeiras, lute pelos seus direitos.
Quer saber como participar?
Liga pra gente, entra em contato :
3081-9472 / 88473498 / 94463541 ou ames-teresina@hotmail.com

A AMES somos nós, nossa força e nossa voz! palavra de ordem

Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética. che

30 May 2008

Cresce luta por democratização da CMEIE


Depois de aprovar o ingresso da AMES (Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas) na Comissão Municipal Expedidora de Identidade Estudantil (Cmeie), a Câmara Municipal de Teresina realizou, no dia 16 de abril, sessão solene em memória dos 40 anos de assassinato do estudante Edson Luís. A iniciativa foi do vereador do PT Jacinto Teles, a pedido dos estudantes .

Além de reverenciar a memória do estudante assassinado, que se transformou em ícone do movimento secundarista brasileiro, o centro dos debates terminou se concentrando no alto preço da carteira de estudante cobrada pela Comissão Municipal Expedidora de Identidade Estudantil (Cmeie) em Teresina. A Cmeie cobra o extorsivo preço de R$ 16 pela carteirinha, quando o restante das capitais brasileira cobra um valor inferior a R$ 10.

Para tentar desvirtuar o justo protesto da Ames e da União da Juventude Rebelião, que comandam a luta pela redução do preço das carteiras, a cúpula da Cmeie enviou uma claque de pelegos, que procuraram justificar o preço cobrado e desvirtuar o centro dos debates, puxando palavras de ordem que tentavam, em vão, denegrir o presidente da Ames, Isaac Ferreira.

Os estudantes presentes reagiram à altura, gritando “A Ames somos nós, nossa força e nossa voz” e “Estudante não é bobo, 16 reais é roubo”. Apesar dessa tentativa desesperada, a Câmara Municipal aprovou requerimento, encaminhando ao Ministério Público uma representação para que fosse feita uma auditoria nas contas da carteira de estudante em Teresina.

No dia seguinte, 17, a Ames teve nova audiência com o prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, dessa vez levando 10 representantes do movimento estudantil teresinense. Na oportunidade foram apresentadas propostas de modificação na composição da Cmeie, bem como a solicitação de que fosse realizado pregão eletrônico para definir o novo preço da carteirinha.

O prefeito comprometeu-se a sancionar as propostas desde que aprovadas pela Câmara Municipal, mudando a postura que havia adotado antes, quando deixou de sancionar o projeto que integrou a Ames à Cmeie.

Por fim, o prefeito almoçou com a comissão, numa tentativa de demonstrar que a paz estava selada com os estudantes. Os estudantes agradeceram o almoço, mas não deram trégua à luta. Trégua só existirá com a redução do preço da carteira e com o cumprimento integral da lei municipal que integrou a Ames à Cmeie.



Jessiane de Brito, diretora da AMES e da UJR-PI
Extraido do www.averdade.org

15 May 2008

AMES-TERESINA CONSTROI GRÊMIO EM ESCOLA PARTICULAR!



No ultimo mês de Abril, a AMES foi convidada por um grupo de alunos (Elda Maria, Francynara Pontes, Guilherme André e Guilherme Resende)para ajudá-los na construção do primeiro Grêmio Estudantil no Colégio Certo, escola particular do centro de Teresina. A idéia da formação do Grêmio partiu dos propios alunos que conheceram o trabalho da AMES por meio da impressa devida a campanha pela redução do valor da carteira de estudante que repercute até hoje na mídia, desmascarando a máfia das Carteiras. Esses alunos de imediato entraram em contado pedindo informações sobre como proceder na construção de um Grêmio, e sem demora foram atendidos, foi feita uma conversa inicial e apresentado a proposta a coordenação da escola.

Depois de algumas discussões foram feitas as eleições para os representantes de turma, montada a comissão eleitoral e deu-se início ao processo.

Foram formadas três chapas: CHAPA 68, que homenageou o estudante Edson Luís morto no ano de 1968 durante uma manifestação contra a ditadura militar, CHAPA VACA VERDE e a CHAPA VOTO NULO.

A disputa não podia ter sido mais acirrada, toda a escola estava envolvida, não se falava em outra coisa, aconteceram muitos debates internos, foram colados cartazes, distribuídos panfletos, adesivos, montagem de cadernos de propostas, enfim o clima de eleição tomou conta de toda a escola, mais uma prova de que a juventude é consciente e participativa, o problema é que muitas vezes não é dada a ela as condições necessárias para uma participação mais efetiva.

Todos os alunos foram bem receptivos a idéia do Grêmio e sempre davam os parabéns a AMES pelo seu trabalho, reconhecendo a combatividade dessa entidade que representa os estudantes de Teresina, “muita gente aqui nem sabia o que é um grêmio e só sabem hoje graças a AMES” disse um dos alunos.

No dia do debate todas as chapas tiveram um bom desempenho, o público estudantil aplaudia calorosamente a cada fala dos representantes, mas ainda não havia como se prever a vitória de nenhuma das chapas, tamanha a divisão dos eleitores.

O resultado da votação não poderia ter sido outro, foram mais de 700 estudantes que votaram colocando a CHAPA 68 a frente por uma diferença mínima de apenas 8 votos da segunda colocada : CHAPA VACA VERDE.

Diferença essa tão pequena, que a comissão eleitoral resolveu por unanimidade recorrer a um segundo turno. Então foi dado mais um prazo de propaganda e marcado o novo dia das eleições, o clima de campanha e a euforia dos alunos continuava por mais alguns dias até o dia da nova votação, que deu a vitória a CHAPA VACA VERDE.

Parabéns estudantes do Colégio Certo! Mais uma vez a juventude mostra sua cara e sua força de vontade, colocando em prática o seu direito organizar-se dentro das escolas e mais uma vez a AMES dá provas de sua competência e compromisso com os estudantes.

Hoje o Grêmio Estudantil do Colégio Certo é mais um dos grêmios filiados a AMES.



Entre você também em contato com a AMES, convide alguns colegas e juntos vamos construir o grêmio em sua escola, seja ela pública ou particular é seu direito formar um, não desperdice !



Em cada escola um Grêmio! Em cada Grêmio uma luta!



Entre em contado agora mesmo:



ames-teresina@hotmail.com

ou

(86) 3081-9472

29 April 2008

Grêmio do CEFET-PI não respeita seu Estatuto!


10 de maio deste ano é o prazo que encerra-se a atual gestão do grêmio estudantil, sendo necessaria a divulgação de um edital convocando novas eleições para que todos os alunos possam participar e decidirem quem irá nos representar durante um ano.
Porém, de acordo com art. 39 do estatuto do Grêmio que diz: “ As eleições para a diretoria do grêmio deverá ser convocada pela diretoria através de edital no período de 45 dias antes do término do mandado corrente”. e no seu parágrafo único: “O periodo de inscrição ocorrerá 35 dias antes do termino do mandado corrente e terá a duração de 5 dias”. Mais, mesmo o estatuto determinando as regras, a atual direção do grêmio não está respeitando-as.
Pior, a direção do CEFET-PI, vem sendo conivente com esta irregularidade, pois já foi informada dessa situação e nada vez e nem permitiu a nós alunos que não concordamos com essas arbitrariadades, o direito de organizar-mos uma eleição na qual cada lider em seu turno possa decidir quem será sua comissão eleitoral, como diz o proprio estatuto do grêmio em seu art.44 no parágrafo único.
Porque a atual diretoria do grêmio não respeita os prazos estabelecidos em seu estatuto? Porque essa mesma diretoria do grêmio tem medo de outros alunos concorrerem ao grêmio estudantil? Porque a direção do CEFET-PI se omite diante dos fatos?
Não fique parado e calado, lute junto conosco pois o grêmio somos nós, nossa força e nossa voz.

22 April 2008

VEM AÍ O EIJAA

De 24 de julho a 3 de agosto será realizado no Rio de Janeiro o ENCONTRO INTERNACIONAL DA JUVENTUDE ANTIFASCISTA E ANTIIMPERIALISTA – EIJAA. Jovens do mundo todo irão se confraternizar, protestar e dizer em alto e bom som que querem um mundo sem guerra, sem fome, sem miséria e com justiça.
Jovens da Europa, da América Latina, da Ásia e da África que sabem que os problemas que a humanidade enfrenta têm um responsável: o imperialismo norte-americano, que com sua ganância por lucros desrespeita os países, humilha os povos e deixa sem perspectiva a juventude.
Não é à toa que o desemprego bate à porta dos jovens, que de cem alunos que concluem o ensino médio no Brasil apenas dois chegam a uma universidade pública e que um simples mosquito, aedys egips, consegue causar a morte de dezenas de crianças no Rio de Janeiro. Isso se dá porque nosso país segue à risca as determinações do capital financeiro internacional. Ou seja: tudo em nome do lucro.
O EIJAA está sendo organizado pela União da Juventude Rebelião – UJR – uma juventude revolucionaria que defende o socialismo como sistema econômico mais justo para a sociedade, notadamente para o povo e seus filhos.
A AMES estabeleceu parceria com a UJR para se fazer presente no EIJAA. Queremos levar uma grande delegação do Piauí. Inclusive já protocolamos oficio na prefeitura solicitamos um ônibus. Faremos o mesmo no governo do estado.
Se você está interessado, procure-nos. A AMES pretende realizar debates no maior número possível de escolas para debater sobre o EIJAA.

CARTEIRA DE ESTUDANTE A 16 REAIS É ROUBO!

CÚPULA DA CMEIE FAZ DESCASO DO ANSEIO DOS ESTUDANTES

Os estudantes de Teresina, dirigidos pela AMES, já demonstraram que não aceitam pagar uma carteira de estudante a 16 reais. E temos razão nisso. Afinal, em todas as capitais brasileiras o preço da carteirinha não chega a R$ 10,00.
Demonstramos a nossa insatisfação no abaixo assinado com mais de 5.000 assinaturas que foi entregue à CMEIE; demonstramos isso numa passeata com mais de 500 estudantes realizada em março; demonstramos isso numa audiência pública na Câmara Municipal de Teresina e demonstramos isso numa audiência com o prefeito da cidade.
Toda a sociedade tem nos apoiado nesta luta. Os jornais, a televisão, os portais, têm dado ampla repercussão aos nossos reclamos. Só a cúpula da CMEIE, aferrada ao poder que não foi outorgado por nenhum estudante, vira as costas ao nosso clamor.
Além de se manter arrogantemente alheia à nossa luta, além de não responder ao nosso abaixo-assinado, além de viver às custas do nosso dinheiro, a cúpula da CMEIE ainda excluiu arbitraria e ilegalmente a AMES dos seus quadros, quando a AMES ali chegou pela força dos estudantes, amparada numa lei aprovada pela Câmara. Mas eles se acham acima da lei.
Sabemos por que isso aconteceu. É que a AMES é hoje a única entidade estudantil que tem a coragem de denunciar o abuso que fazem contra o nosso bolso. As outras entidades, que também deveriam estar do nosso lado, estranhamente se omitem. E a cúpula da CMEIE tem medo de quem fala a verdade.
Mas não vamos deixar barato! Vamos continuar com o nosso movimento e com o nosso abaixo assinado, aumentar a quantidade de assinaturas, exigir da cúpula da CMEIE uma resposta e gritar cada vez mais alto: Carteira a 16 reais é roubo!

01 April 2008

PREFEITO DE TERESINA RECUA E RECEBE ESTUDANTES





No dia 26 de Março, cerca de 500 estudantes secundaristas de Teresina, representando as escolas Benjamin Batista, João Clímaco, Liceu Piauiense, Dante, Colégio Certo, CEFET, Edgar Tito, Milton Aguiar, Firmina Sobreira, Pires de Castro e Júlia Nunes ocuparam as ruas do centro da cidade para reverenciar a memória do estudante Edson Luís, assassinado pela ditadura militar em 1968, atraindo o respeito e a simpatia da população.

A manifestação foi convocada e dirigida pela Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas e pela União da Juventude Rebelião

Gritando palavras de ordem como 1,2,3, 4,5 mil, aqui está presente o movimento estudantil e estudante não é bobo, 16 reais é roubo, os estudantes se concentraram em frente à escola João Clímaco, onde aproximadamente 100 estudantes deixaram as salas de aula, inclusive prova, para se incorporar à manifestação. “A verdadeira prova é a manifestação. Uma prova de fogo”, disse um dos manifestantes

Ao chegar em frente ao Liceu Piauiense, a manifestação foi engrossada por mais de 50 estudantes, resgatando a antiga tradição de luta da principal escola estadual do Piauí.

Apoiados por representantes da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Fortaleza – UESM - e pelo Sindicato dos Professores do Piauí – SINTE - que inclusive cedeu o carro de som para a manifestação, os estudantes seguiram rumo à prefeitura de Teresina para tentar uma audiência com o Prefeito.

A ida à prefeitura tinha motivo. Além de ter a carteira de estudante mais cara do Brasil (R$ 16,00), A Comissão Municipal Expedidora de Identidade Estudantil – CMEIE – vem desrespeitando seguidamente a AMES, chegando ao ponto de suspendê-la da CMEIE no último dia 17 sob o pretexto de que a legitimidade da AMES estava sendo questionada na justiça pelo CCEP, penalizando arbitrariamente a entidade antes mesmo que ela seja julgada.

O presidente da CMEIE, que atende pela alcunha de Lobão, e que vem comandando esse tipo de baixaria, desacatando inclusive uma lei municipal que autorizou o ingresso da AMES na CMEIE, é o representante oficial do prefeito na comissão.

Nada mais justo que os estudantes exigissem do prefeito um posicionamento frente aos desatinos do seu subordinado.

Após uma longa espera nas escadarias da prefeitura, debaixo de muita palavra de ordem e discursos de várias lideranças estudantis, e preparando-se para se dirigirem à CMEIE para entregar um abaixo-assinado de mais de 5.000 assinaturas exigindo o rebaixamento no preço da carteirinha, eis que o prefeito Sílvio Mendes (PSDB), subitamente, aparece no meio da manifestação e dirige-se diretamente ao microfone para falar com os estudantes, sem antes ouvir o que eles tinham a dizer. De imediato um coro uníssono foi gritado: “Passe livre não é esmola, o filho do prefeito vai de carro pra escola”.

Sentindo a firmeza dos estudantes, o prefeito recuou e mandou formarem uma comissão de 5 estudantes, mais o representante do SINTE, para uma conversa civilizada, onde teve que ouvir as reclamações e reivindicações da estudantada.

Ao saber que a AMES tinha sido desligado da CMEIE, o prefeito mandou de imediato ligar par o cartório para saber qual o problema. De pronto o presidente da AMES, Isaac Ferreira, falou:” aproveite e ligue também para o Lobão, o seu representante na CMEIE e responsável por toda essa mobilização”.

No final o prefeito comprometeu-se a pedir a prestação de contas da CMEIE e a planilha de custos da carteira e repassá-los à AMES para que seja apresentada uma contraproposta. Afirmou também que era de seu interesse discutir a reformulação da composição da CMEIE e pediu sugestões à AMES. Ficou então acertado um novo encontro para o dia 17 de abril, às 11,30h. onde uma comissão de 10 estudantes selecionados pela AMES será recebida e debatidas as suas propostas. O prefeito garantiu que pagaria o almoço da juventude.

Já tarde e cansados, mas ainda com muita disposição de luta, uma comissão de 20 estudantes dirigiu-se à CMEIE, que fica razoavelmente longe, para entregar o abaixo-assinado. Após esperarem mais de 2 horas sem que o presidente da CMEIE desse as caras, o abaixo-assinado foi entregue à secretária. Pelo visto, o senhor Lobão, que recebe o seu gordo salário do bolso dos estudantes, julga-se mais importante que o seu próprio chefe, o prefeito.

Um detalhe ocorrido enquanto a comissão discutia com o prefeito chamou a atenção de todos. Um carro que saía da garagem da prefeitura atropelou uma carrocinha de lanche que estava nas imediações. O dono do veículo preparava-se para fugir sem prestar socorro à vítima quando foi interceptado por dezenas de manifestantes, que exigiram indenização ao trabalhador. O motorista só foi liberado depois que reparou materialmente o seu erro. Foi uma bela demonstração de solidariedade da juventude rebelde para com a classe trabalhadora.




Extraido do Jornal A VERDADE Edição de Abril

17 March 2008

Carteira de Estudante à R$ 10,00, EU QUERO!


A carteira de Estudante em Teresina é a mais cara do Nordeste custando R$ 16,00 ( veja quadro ao lado), e somos obrigados a pagar antecipadamente pelos créditos estudantis, já em Fortaleza o aluno paga a meia- passagen direto no ônibus e a carteira custa R$ 9,00 . Enquanto isso, aqui uma família com três filhos ganhado apenas um salário mínimo gasta 48 reais pelas carteiras e é obrigado a colocar os créditos antes de usar, gastando pelo menos R$ 96,00 todo mês. Pior, se perde ou quebra o cartão pagamos R$ 21,50 por outro cartão que deveria ser gratuito. Para onde vai todo esse dinheiro? Com certeza não será para investir em nenhum direito nosso. Em 2007, realizamos muitas lutas que resultaram na entrada da ames-teresina na CMEIE para poder fiscalizá-la e garantir mais direitos, graças a nossa luta temos a descentralização da venda dos créditos,mais nós queremos mais. Agora estamos realizando um Abaixo-assinado em cada escola para exigir da CMEIE a redução do valor da Carteira para R$ 10,00, pois não é justo termos a carteira mais cara do nordeste.
No dia 26 março vamos às ruas com todos estudantes e
os abaixo-assinados para garantir esse nosso direito
Concentração 15:30 em Frente ao Liceu Piauense.

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Preços das carteiras de estudante no Nordeste
Teresina - PI R$ 16,00
Fortaleza - CE R$ 10,00
Recife - PE R$ 9,00
João Pessoa - PB R$ 8,00
Natal - RGN R$ 6,00
Feira de Santana - BA R$ 6,00
Maceio - AL R$ 5,00

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Naiara Falcão - Dir. Da AMES-Teresina e Militante

da UJR -União da Juventude Rebelião

EDSON LUÍS VIVE!


A UJR- União da Juventude Rebelião e as entidade estudantis em todo Brasil, realizará na semana do dia 28 de março várias manifestações em defesa da educação, dos direitos estudantis e pelo fim do capitalismo. nessa data completara 40 anos da morte do estudante Edson Luiz e o ferimento a bala de varios estudante,no restaurante Calabouço no Rio de Janeiro, provocado pela policia da Ditadura Militar implantada no Brasil no ano de 1968, quando lutavam pela democracia brasileira e melhores condições de ensino. Após esse acontecimento o povo despertou realizando grandiosas manifestações no ano de 1968 sendo uma delas conhecida com a passeata dos 100 mil ocorrida no Rio de Janeiro e expalhando-se pelo pais,demostrando resistência a esse sistema que perseguia e torturava as liderenças estudantis e sindicais e os intelectuais de esquerta que apenas queriam salario digno, educação e a mudança do sistema que até hoje explora e vive as custa da maioria povo o moribundo capitalismo. Em Teresina no dia 28 de Março às 10h. a Ames e a UJR estará realizando uma secção soleni na Câmara de vereadores de Tersina em homenagem a todos os herois como Edson Luis, Manoel Lisboa, carlos Mariguela, sonia Angel que entre tantos são exemplos de resistência que defendiam a educação, saúde e trabalho para todos, em um pais soberano e socialista.

Isaac Ferreira Pres. Da AMES-Teresina e Militante da UJR

07 March 2008

XXI EIJAA SERÁ NO BRASIL!


No período de 27 de julho a 3 de agosto de 2008 acontecerá na Universidade Federal do Rio de Janeiro o XXI Encontro Internacional das Juventudes Antifascistas e Antiimperialistas (EIJAA). Esse importante evento se realiza desde o final da 2ª Guerra Mundial e a cada dois anos reunir a juventude da América Latina e Europa com o objetivo de debater as causas da exploração, fome e miséria no mundo, o papel da juventude e a necessidade de sua organização na luta por um mundo de paz e igualdade. É preciso enxergar o quanto é importante sermos solidários com a juventude de outras nações que como nós, sofrem todos os dias com a baixa qualidade da educação e com o desemprego Por isso a União da Juventude Rebelião, além de estar na organização do evento, estará preparando caravanas nos estados para que o maior número de brasileiros participe com cerca de 1.000 jovens de vários países de uma atividade que significará muito na luta por um futuro melhor.
Mais informações: http://www.rebeliao.org/ ou tel (86) 3081-9472
Amanda Augusta, diretora da AMES e militante da UJR.

Zumbi dos Palmares



No final do séc. XVI, os escravos eram a maioria da população e tinham que suportar sozinhos o peso da produção econômica da época.
Grande parte deles começou a se rebelar contra a opressão e fugiam para os quilombos.
Palmares era um agrupamento de escravos que viviam em liberdade sobre coordenação de um líder, que ficou conhecido como Zumbi dos Palmares.
Ele foi casado com Dandara que ao seu lado lutava para livrar os negros da escravidão.
Zumbi e seu grupo foram perseguidos por sua luta e resistência contra a opressão que caía sobre os negros. Ele restaurou o quilombo, deslocou povoações inteiras, fortificou a capital MACACO, enfim restabeleceu a ordem.
Palmares foi atacado várias vezes, mas em todas se manteve sólido. Anos depois Zumbi foi traído por um de seus companheiros e com uma escolta, o traidor se se aproximou do líder dos Palmares e o apunhalou no estômago.
A cabeça de Zumbi foi decepada e exposta num ponto central de Recife. Dandara suicidou para não voltar à condição de escrava.
“O sangue dos heróis, o sangue de Zumbi está em nós. Sua luta continua.”
Construiremos muitos Palmares, formaremos muitos Zumbis.